Açúcar branco atinge maior preço em nove meses e meio; cacau recua 2,5%

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Os contratos futuros do açúcar branco encerraram o pregão desta segunda-feira (29) no nível mais alto em nove meses e meio, impulsionados por temores climáticos na Europa e na Ásia. O lote para entrega mais próxima avançou US$ 9,60, ou 2,1%, para US$ 473,60 por tonelada, depois de tocar US$ 481,90 durante a sessão.

Europa sob onda de calor

Corretores destacaram que uma onda de calor na União Europeia ameaça as lavouras do principal produtor regional de açúcar refinado, reforçando a pressão altista.

Efeito El Niño na Ásia

Além da Europa, a formação do El Niño pode reduzir a oferta em países asiáticos como Índia e Tailândia, segundo operadores ouvidos pelo mercado.

Açúcar bruto também sobe

O açúcar bruto, negociado em Nova York, ganhou 0,31 centavo de dólar, ou 2,2%, encerrando a 14,29 centavos de dólar por libra-peso, depois de alcançar 14,32 centavos — máxima de três semanas — no início do dia. O vencimento de julho, que expira nesta terça-feira, concentra as atenções de curto prazo. Embora o número de contratos em aberto esteja em queda, espera-se entrega bem acima das cerca de 45 mil toneladas registradas no contrato de julho de 2025.

Cacau devolve ganhos recentes

Em Londres, o cacau caiu £96, ou 2,5%, para £3.724 por tonelada, recuando após ter atingido £4.014, maior valor em cinco meses, na semana passada. Apesar de preocupações com possível queda da produção na África Ocidental na safra 2026/27, devido ao El Niño, a colheita atual segue robusta. Na Costa do Marfim, as chegadas aos portos somam 1,91 milhão de toneladas desde 1.º de outubro, alta de 18,4% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Em Nova York, o contrato equivalente perdeu US$ 128, ou 2,5%, finalizando a US$ 4.967 por tonelada.

Café tem movimentos opostos

O arábica avançou 4,6 centavos de dólar, ou 1,7%, para US$ 2,778 por libra-peso. Chuvas recentes no Brasil atrasaram a colheita e geraram preocupação com a qualidade dos grãos, embora as expectativas sigam de safra elevada. Já o robusta recuou US$ 63, ou 1,7%, para US$ 3.564 por tonelada.

Fim.

Com informações de Money Times

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