OceanPact, TIM e JHSF ganham recomendações e podem subir até 35%, apontam bancos

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Três companhias pouco lembradas pelos investidores – OceanPact, TIM (TIMS3) e JHSF (JHSF3) – passaram a integrar listas de compra de grandes bancos e casas de análise, com potenciais de valorização que variam de 30% a 35%, além de retornos atrativos em dividendos e geração de caixa.

OceanPact: exposição ao petróleo sem depender da commodity

O BTG Pactual elevou o tom sobre a OceanPact, que presta serviços marítimos e offshore no setor de óleo e gás. Por não produzir petróleo, a companhia captura o ciclo de investimentos da indústria sem ficar refém da volatilidade da commodity, marcada por tensões geopolíticas, como o conflito no Irã.

O banco manteve recomendação de compra e fixou preço-alvo em R$ 13,50, o que representa upside de 30% em relação ao último fechamento. Entre os riscos citados estão a baixa liquidez dos papéis e a possibilidade de parte do cenário positivo já estar refletida na cotação, além do acompanhamento da fusão com a CBO Holding.

TIM: reação considerada exagerada após queda de 20%

Depois de recuar cerca de 20% em 2026, as ações da TIM foram promovidas pelo Santander de recomendação neutra para compra (outperform). O banco avalia que o mercado penalizou a tele de forma desproporcional a eventuais dúvidas sobre crescimento e despesas mostradas no primeiro trimestre.

Para o Santander, a geração de caixa continua robusta: o retorno estimado em caixa é de 11% em 2026, com dividend yield ao redor de 10,5%. A normalização das despesas operacionais ao longo dos próximos trimestres e possíveis reajustes nos planos pós-pagos podem reforçar a tese. O preço-alvo foi fixado em R$ 26, implicando potencial de alta de 32%.

JHSF: de incorporadora a plataforma de renda recorrente

A JHSF segue em processo de transformação para uma plataforma de ativos geradores de renda, movimento intensificado com a venda de R$ 5,2 bilhões em estoques residenciais para um fundo imobiliário, reduzindo alavancagem e exposição ao ciclo imobiliário.

O Bradesco BBI reiterou a recomendação de compra e elevou o preço-alvo de R$ 10 para R$ 15 até o fim de 2026, o que sugere potencial de valorização de 35%. Segundo o banco, cerca de R$ 12 do valor estimado vêm de receitas recorrentes – shoppings, hotéis Fasano, aeroporto Catarina e operações de locação –, enquanto os R$ 3 restantes refletem a monetização do landbank.

Mesmo após a reestruturação, a ação segue negociando com desconto, segundo o BBI, e oferece dividend yield próximo de 7%, com TIR real implícita de cerca de 12,5%. Para os analistas, a empresa tornou-se mais previsível e menos sujeita a ciclos, característica que pode ser gradualmente incorporada pelo mercado.

Com informações de Money Times

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