São Paulo – O trader Pako Moore alcançou, em 19 de abril de 2026, a marca de 47 pregões seguidos no positivo desde 27 de fevereiro, resultado considerado raro no universo do day trade. A sequência, segundo ele, foi construída sobre gestão rígida de risco, leitura objetiva do fluxo e acompanhamento diário em salas de operação ao vivo.
Método próprio após anos de perdas
Moore relata ter iniciado no mercado em 2012 e acumulado mais de R$ 400 mil em prejuízos até 2016. A virada ocorreu com o desenvolvimento do “método LPF” – combinação de leitura de preço e de fluxo – que, afirma, reduz a subjetividade das entradas e saídas.
“Eu tento estopar o mais rápido possível, perto do zero”, explica. A estratégia procura acertos entre 70% e 80%, com relação risco-retorno de aproximadamente 1:1 a 1:1,5. O foco está em ganhos pequenos e recorrentes, preservando a possibilidade de aproveitar movimentos maiores quando o mercado permite.
Auditoria feita por alunos
A divulgação dos resultados ocorre em tempo real na sala ao vivo conduzida por Moore. “A sala é auditada pelos meus próprios alunos”, destaca o trader, reforçando que a exposição diária aumenta a credibilidade e aproxima os participantes da dinâmica real do pregão.
Pilares da operação
O modelo de Moore apoia-se em três pilares:
- Gestão de risco – cortes rápidos de perda;
- Frequência de mercado – participação diária para aumentar a amostra estatística;
- Liquidez – escolha de ativos com grande volume para entrada e saída imediata.
Essa combinação, sustenta, traz maior previsibilidade emocional: “Sei que na próxima operação estou mais perto de ganhar do que de perder”.
Evolução das salas ao vivo
O trader e o analista André Moraes relembram que, há pouco mais de uma década, a atividade era solitária. Pequenos grupos passaram a dividir tela e áudio via Skype durante o pregão, movimento que deu origem às primeiras salas ao vivo profissionais dentro de corretoras.
Imagem: Internet
Com o crescimento do mercado, o formato ganhou estrutura empresarial e tornou-se parte do ecossistema de formação de traders no Brasil. Para Moraes, acompanhar decisões em tempo real encurta a curva de aprendizado ao mostrar, além dos setups, o controle emocional e a gestão de risco.
Como escolher um mentor
Moraes sugere três filtros para quem busca orientação:
- Promessa realista – desconfie de ganhos garantidos ou metas fixas mensais;
- Coerência – verificar se o profissional executa aquilo que ensina;
- Compatibilidade de perfil – adequação entre a estratégia do mentor e a tolerância ao risco do aluno.
“Primeiro separam-se as propostas sem fundamento; depois, as que não entregam o prometido; por fim, resta avaliar se o método que funciona para o mentor serve para você”, resume.
Embora resultados como o de Moore sejam pouco comuns, os dois especialistas destacam que disciplina, controle de risco e ambiente colaborativo continuam sendo pré-requisitos para quem busca consistência no day trade.
Com informações de InfoMoney
