O preço do ouro terminou a sessão desta segunda-feira, 11 de maio de 2026, praticamente estável, mas retomando a proximidade do patamar de US$ 5 mil por onça-troy, com investidores atentos ao desenrolar das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.
Na divisão Comex da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato para entrega em junho cedeu 0,04%, encerrando a US$ 4.728,70 por onça-troy. Apesar da leve queda no ajuste final, o metal precioso chegou a cair 1% no início do dia e reduziu as perdas conforme o petróleo também devolvia parte dos ganhos.
A prata para julho avançou 6,3%, fechando a US$ 85,948 por onça-troy.
Geopolítica mantém mercado cauteloso
A tensão segue elevada depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificar como “totalmente inaceitável” a resposta de Teerã à proposta norte-americana para um cessar-fogo. O governo iraniano rebateu, afirmando que a oferta não é excessiva, o que aumenta a percepção de fragilidade no acordo.
Juros e inflação no radar
Analistas do MUFG lembram que pressões inflacionárias estão levando o mercado a precificar juros elevados por mais tempo, fator tradicionalmente desfavorável a ativos que não geram rendimento, como o ouro. Dados recentes do mercado de trabalho dos EUA, considerados robustos, reforçam essa expectativa.
Imagem: Estadão Cteúdo
O próximo teste para as projeções de política monetária será o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, previsto para terça-feira, 12.
Projeções para o fim do ano
Mesmo com a volatilidade associada às incertezas geopolíticas, o ING mantém a projeção de que a cotação do ouro alcance US$ 5 mil por onça-troy até o fim de 2026. A instituição ressalta que, no curto prazo, rendimentos dos títulos, movimento do dólar e decisões de bancos centrais devem continuar ditando o rumo das cotações; quando esses fatores perderem força, o suporte ao metal tende a se firmar novamente.
Com informações de Money Times
