São Paulo, 15 de maio de 2026 — Os papéis do Nubank (tickers NU e ROXO34) recuavam 4,80% no pré-mercado de Nova York por volta das 7h30 desta sexta-feira, cotados a US$ 12,31, após o banco digital divulgar resultados trimestrais inferiores às projeções de analistas.
No balanço divulgado na noite anterior, o Nubank registrou lucro líquido de US$ 871 milhões entre janeiro e março, crescimento de 41% em 12 meses. O valor, contudo, ficou abaixo da estimativa de US$ 980 milhões coletada pela LSEG.
O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 29%, dois pontos percentuais acima do registrado um ano antes, mas inferior aos 33% observados no quarto trimestre de 2025. Apesar disso, o índice permaneceu superior ao ROE de 24% reportado pelo Itaú Unibanco no mesmo período.
Segundo o diretor financeiro, Guilherme Lago, o lucro foi pressionado pela expansão mais acelerada da carteira de crédito, que exigiu maior provisão antecipada para perdas. A carteira total somou US$ 37,2 bilhões, avanço anual de 40%.
A inadimplência entre 15 e 90 dias passou de 4,1% no trimestre anterior para 5%, alta de 0,2 ponto percentual em 12 meses. Já o atraso superior a 90 dias recuou levemente, de 6,6% para 6,5%.
A estratégia de ampliar linhas de crédito consideradas de maior risco também impactou os indicadores. De acordo com a companhia, modelos de análise mais robustos embasaram a expansão com foco em rentabilidade.
Imagem: Juliana Américo
As receitas totais cresceram 42% no trimestre, alcançando US$ 5,3 bilhões. A receita financeira líquida de juros (NII) avançou 12% em relação aos três meses anteriores, para US$ 3,25 bilhões, novo recorde.
A margem financeira líquida ajustada ao risco (NIM) encerrou março em 9,5%, queda de um ponto percentual frente ao quarto trimestre, mas 0,2 ponto acima do nível de um ano atrás.
Ao fim do primeiro trimestre, o banco contabilizava 135,2 milhões de clientes, incluindo mais de 15 milhões no México, operação que atingiu o ponto de equilíbrio pela primeira vez.