A curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs) voltou a subir nesta segunda-feira, 8 de junho, registrando a sexta alta consecutiva em meio à reprecificação da taxa básica de juros. As taxas encerraram o dia nos maiores patamares em um ano, refletindo a crescente percepção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) manterá a Selic em 14,50% ao ano na reunião de 17 de junho.
Movimento nos principais vencimentos
O contrato para janeiro de 2027 ganhou 9 pontos-base, fechando a 14,520% ante 14,430% na sexta-feira, 5. Já o DI para janeiro de 2029 avançou quase 14 pontos-base, atingindo 14,945% frente aos 14,810% do pregão anterior. No longo prazo, o vencimento de janeiro de 2036 subiu 1,5 ponto-base, para 14,710%, contra 14,695% registrados em 3 de junho.
Pressão externa
No exterior, os rendimentos dos Treasuries também avançaram. O yield de dois anos, mais sensível à política monetária norte-americana, terminou em 4,166%, levemente acima dos 4,162% do ajuste anterior. O retorno do título de dez anos, referência para diversos tipos de crédito, passou de 4,536% para 4,568%.
Investidores continuam precificando uma possível alta de juros nos Estados Unidos a partir do segundo semestre, em meio a sinais de inflação resistente, conflito no Oriente Médio e elevação dos preços do petróleo.
Apostas para a Selic
Com a combinação de dólar mais forte, expectativas inflacionárias piores e cenário global adverso, o mercado migrou para a aposta de manutenção da Selic. Dados de opções de Copom negociadas até 5 de junho apontavam 60% de probabilidade de juros estáveis, ante 45,5% na leitura anterior.
O Boletim Focus divulgou nova revisão para cima na projeção da taxa básica ao fim de 2026: de 13,25% para 13,50% ao ano.
Indicadores dos EUA
O relatório de empregos (payroll) divulgado em 5 de junho mostrou a criação de 172 mil vagas em maio, superando a estimativa de 85 mil. Após os dados, a ferramenta FedWatch, do CME Group, atribuía 54,1% de chance de o Federal Reserve retomar o aperto monetário em outubro. Atualmente, a taxa de referência norte-americana está entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Com informações de Money Times