Dólar encerra sessão quase estável a R$ 4,89 em meio a dados de inflação e tensão no Oriente Médio

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São Paulo, 12 de maio de 2026 – O dólar à vista encerrou as negociações desta terça-feira praticamente estável, cotado a R$ 4,8954, leve avanço de 0,08% em relação ao fechamento anterior.

No exterior, o índice DXY, que confronta a divisa norte-americana com uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,30% por volta das 17h (horário de Brasília), aos 98.257 pontos, movimento que ajudou a sustentar a valorização do dólar no mercado doméstico.

Geopolítica pressiona aversão ao risco

A cautela dos investidores aumentou após o parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei afirmar que o Irã pode elevar o enriquecimento de urânio a 90% – grau considerado militar – caso o país sofra novo ataque. Além disso, autoridades do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica ampliaram a área que definem como Estreito de Ormuz, elevando o risco de novos atritos na região.

Inflação no Brasil e nos EUA no radar

No Brasil, o IPCA de abril subiu 0,67%, desacelerando frente ao avanço de 0,88% em março, mas registrando a maior taxa para o mês desde 2022, segundo o IBGE. Em 12 meses, a inflação passou de 4,14% para 4,39%, aproximando-se do teto da meta de 4,5% do Banco Central.

Nos Estados Unidos, o CPI aumentou 0,6% em abril, após alta de 0,9% em março. Na comparação anual, a inflação acelerou para 3,8%, o maior patamar desde maio de 2023, reforçando expectativas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve.

Análise de mercado

Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o fortalecimento global do dólar refletiu o aumento da aversão ao risco gerado pelo impasse entre EUA e Irã e pela escalada de tensões no Estreito de Ormuz. Segundo ele, o Brent acima de US$ 107 elevou preocupações inflacionárias, pressionou os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e reforçou a percepção de juros elevados por período prolongado nos EUA.

No cenário doméstico, Shahini observa que, embora o IPCA tenha vindo em linha com as estimativas, a difusão maior da alta de preços impõe cautela ao Comitê de Política Monetária (Copom). Mesmo assim, o real mostrou resiliência ao longo do pregão, apoiado por termos de troca mais favoráveis com o petróleo valorizado, fluxo relacionado a commodities e diferencial de juros interno ainda elevado.

Com informações de Money Times

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Sou Moacir Alves, redator e criador de conteúdo digital. Desde 2021, atuo na produção de conteúdos voltados a renda online, negócios digitais e tecnologia, com foco em informação prática e acessível. Meu trabalho é transformar temas complexos em conteúdos claros, confiáveis e úteis, ajudando leitores a entender o universo digital e identificar oportunidades reais de crescimento financeiro e profissional.

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