Braskem afunda 16% e volta a ser a maior queda do Ibovespa; índice sobe 3% na semana

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O Ibovespa encerrou a semana até sexta-feira (26) com avanço de 2,98%, aos 173.295,14 pontos, impulsionado por dados de inflação mais fracos no Brasil e nos Estados Unidos e pela migração de recursos de ações de tecnologia no exterior para outros mercados.

No câmbio, o dólar à vista acumulou alta marginal de 0,05%, cotado a R$ 5,1676.

Inflação surpreende para baixo

A prévia da inflação de junho, medida pelo IPCA-15, subiu 0,41%, abaixo da estimativa de 0,44% e inferior ao 0,62% de maio. Em 12 meses, a taxa passou de 4,64% para 4,80%, também ligeiramente abaixo da projeção de 4,83%.

Apesar do alívio, o Relatório de Política Monetária do Banco Central elevou de 30% para 79% a probabilidade de estouro da meta de inflação em 2026. A ata do Copom manteve a possibilidade de novos cortes na Selic, mas destacou riscos de alta para os preços.

Alívio nos EUA

O índice de preços de gastos com consumo (PCE) norte-americano avançou 0,4% de abril para maio, ante previsão de 0,5%. Em 12 meses, acelerou de 3,8% para 4,1%, em linha com o consenso. A leitura menor que o esperado reduziu os rendimentos dos Treasuries e pressionou o dólar globalmente.

Tensão no Oriente Médio

Negociações entre Estados Unidos e Irã iniciadas no início da semana ajudaram a derrubar o petróleo, mas novos ataques no Estreito de Ormuz a partir de quinta-feira (24) restabeleceram a cautela. O presidente dos EUA, Donald Trump, relatou ofensiva iraniana com drones e confirmou retaliação norte-americana.

Maiores altas da semana

Beneficiada pela percepção de juros mais baixos e inflação controlada, Assaí (ASAI3) liderou os ganhos, avançando 15,42%. Outras altas relevantes incluíram Vivara (+12,90%), MBRF (+11,91%), C&A Modas (+11,20%) e Yduqs (+10,83%).

Braskem puxa as perdas de novo

Pelo segundo período consecutivo, Braskem (BRKM5) foi a maior queda do Ibovespa, recuando 16,67% e tocando mínima intradiária do ano em R$ 5,88. A companhia iniciou mediação com credores e pediu tutela de urgência na Justiça para preservar negociações sobre sua estrutura de capital.

Na quinta-feira (25), a petroquímica divulgou documentos trocados com detentores de bonds e debêntures que indicam distância de um acordo. Em seguida, o Citi rebaixou a recomendação de neutra para venda e cortou o preço-alvo de R$ 11,50 para R$ 4,50, citando spreads menores, alavancagem elevada, riscos judiciais em Alagoas e incerteza sobre a capitalização.

Outras quedas relevantes

A semana também registrou recuos de CSN (-10,08%), Usiminas (-9,81%), Suzano (-7,22%) e PRIO (-6,84%).

Com a combinação de dados de inflação, sinais de política monetária e tensão geopolítica, investidores ajustaram posições entre setores, resultando em forte rotação dentro do principal índice da B3.

Com informações de Money Times

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