Ouro avança 1,43% em Nova York com recuo do dólar e dos rendimentos dos Treasuries

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O preço do ouro subiu nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, amparado pela desvalorização do dólar e pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O conflito no Oriente Médio permaneceu no radar dos investidores.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para entrega em agosto encerrou o pregão com alta de 1,43%, cotado a US$ 4.140,80 por onça-troy. Já a prata para setembro avançou 3,77%, para US$ 60,748 por onça-troy.

O movimento foi favorecido pelo enfraquecimento da moeda norte-americana. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuou para 100,873 pontos, ante 100,991 pontos no fim da tarde de quarta-feira.

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã estaria buscando um acordo derrubaram os preços do petróleo e amenizaram preocupações inflacionárias, reduzindo a pressão sobre o Federal Reserve (Fed) quanto à condução da política monetária.

Tradicionalmente visto como proteção contra a inflação, o ouro tende a perder atratividade em cenários de juros mais altos. A ata da reunião de política monetária divulgada ontem, 8 de julho, indicou postura mais agressiva entre os dirigentes do Fed, reforçando a possibilidade de um aumento de juros em setembro, segundo análise de Thomas Ryan, da Capital Economics.

Com informações de Money Times

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