Ações do PicPay recuam 5,9% após operação do Ministério Público sobre fraudes em consignado

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As ações do PicPay (PICS) registraram queda de 5,90% nesta segunda-feira (22), negociadas a US$ 9,80 por volta das 14h18 na Nasdaq. O recuo ocorre após operação do Ministério Público do Distrito Federal que apura supostas fraudes em contratos antigos de crédito consignado de servidores públicos.

Na sexta-feira (19), data da ação dos promotores, o mercado americano esteve fechado por feriado, adiando a reação dos investidores. A investigação aponta possíveis descontos irregulares nos salários dos servidores, beneficiando empresas privadas, associações e agentes públicos.

CEO é alvo de buscas

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em endereços ligados ao CEO do PicPay, Eduardo Chedid, executivo com mais de três décadas de atuação no setor financeiro e passagem pela presidência da Elo.

Companhia nega irregularidades

Em nota, o PicPay afirmou que seus produtos seguem a legislação vigente e contam com controles rigorosos. A empresa destacou que a antecipação salarial, oferecida via aplicativo, é gratuita quando o valor é creditado no cartão do cliente. Caso o usuário opte por receber o montante em conta corrente, há cobrança de taxa operacional apresentada antes da confirmação da operação.

Segundo o comunicado, a solução não se caracteriza como crédito consignado nem empréstimo, sendo estruturada conforme o Código de Defesa do Consumidor e normas do Banco Central.

Risco de ações judiciais nos Estados Unidos

Além da investigação no Brasil, o PicPay passou a enfrentar uma ação coletiva na Justiça americana. Protocolado pelo fundo FirstFire Global Opportunities na própria sexta-feira (19), o processo alega que a fintech omitiu problemas em seus modelos de concessão de crédito antes da oferta pública inicial realizada em janeiro.

Gestores ouvidos pelo mercado avaliam que, embora a operação do Ministério Público tenha impacto limitado nas atividades do PicPay, o episódio aumenta a preocupação com possíveis novos contenciosos, sobretudo diante das regras mais rígidas para companhias listadas nos Estados Unidos.

Com informações de Money Times

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