Wall Street iniciou o último pregão de junho sem direção definida, refletindo as incertezas geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã e a expectativa pelo relatório Jolts, que trará os números de vagas de trabalho abertas em maio.
Por volta das 10h50 (horário de Brasília), os principais índices mostravam desempenho divergente:
- Dow Jones: -0,05%, aos 52.157,20 pontos;
- S&P 500: +0,06%, aos 7.444,73 pontos;
- Nasdaq: +0,32%, aos 25.901,895 pontos.
Negociações em Doha sob escrutínio
A cautela dos investidores também se deve às declarações conflitantes sobre possíveis conversas entre Washington e Teerã, em Doha, no Catar. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que não há negociações diretas previstas com os Estados Unidos. Segundo ele, as reuniões desta terça-feira (30) tratarão apenas da aplicação de cláusulas de um memorando de entendimento para encerrar o conflito, incluindo a liberação de ativos iranianos congelados.
Baghaei ressaltou que “nunca houve plano” para encontros com autoridades norte-americanas. A posição contrasta com informações do governo do Catar, que relatou a presença, em Doha, dos enviados do presidente dos EUA, Donald Trump – Steve Witkoff e Jared Kushner – para consultas com mediadores, mas sem reuniões de alto nível com o Irã.
Petróleo em alta moderada
Os contratos mais líquidos de petróleo registravam avanço no horário citado. O Brent para setembro subia 0,42%, a US$ 74,22 o barril, na ICE, em Londres. Já o WTI para agosto ganhava 0,25%, a US$ 70,94 o barril, na Nymex, em Nova York.
Relatório Jolts no radar
Às 11h (horário de Brasília), o Departamento de Comércio dos EUA divulga o Jolts referente a maio. O consenso do mercado aponta para a abertura de 6,975 milhões de vagas, abaixo das 7,618 milhões registradas em abril.
Fed continua independente, decide Suprema Corte
Também segue no radar a recente decisão da Suprema Corte dos EUA, que manteve a independência do Federal Reserve. O veredicto reforça o status do banco central como uma das últimas agências federais com autonomia técnica, sem risco de demissão de seus funcionários pelo presidente.
Com informações de Money Times