São Paulo, 29 de junho de 2026 – O dólar à vista encerrou a sessão desta segunda-feira cotado a R$ 5,1743, avanço de 0,13% frente ao real. A moeda norte-americana subiu apesar da fraqueza global: às 17h (horário de Brasília), o índice DXY recuava 0,27%, aos 101,095 pontos.
Incerteza sobre reunião EUA-Irã pressiona câmbio
A valorização da divisa foi atribuída principalmente à falta de clareza nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Pela manhã, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que um encontro ocorrerá nesta terça-feira (30) em Doha, no Catar, após pedido iraniano. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a participação de Steve Witkoff e Jared Kushner.
Horas depois, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, negou qualquer reunião marcada com Washington nos próximos dias, informando apenas que uma delegação técnica visitará o Catar sem ligação com autoridades dos EUA.
Volume baixo amplia volatilidade
Além do noticiário geopolítico, o pregão esvaziado pelo jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo reduziu a liquidez e intensificou os movimentos de preço.
Outros mercados
Nos contratos de petróleo, o Brent para setembro subiu 1,80% e fechou a US$ 73,91 o barril na ICE de Londres.
Indicadores domésticos
No Boletim Focus, economistas mantiveram a projeção de IPCA para 2026 em 5,33%, interrompendo uma sequência de 15 aumentos semanais. A mediana para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 14%.
Em pesquisa eleitoral BTG Pactual/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno. O parlamentar subiu um ponto percentual, enquanto Lula recuou dois.
Já o resultado do governo central registrou déficit primário de R$ 53,257 bilhões em maio, acima do saldo negativo de R$ 40,249 bilhões no mesmo mês de 2025 e em linha com a estimativa de analistas consultados pela Reuters (déficit de R$ 53 bilhões).
Com informações de Money Times