Bolsas de Nova York sobem com possíveis avanços nas conversas EUA-Irã e recuo do petróleo

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Os principais índices de Wall Street iniciaram o pregão desta segunda-feira, 18 de maio, em terreno positivo, impulsionados pela expectativa de progresso nas tratativas entre Estados Unidos e Irã e pela queda das cotações do petróleo.

Desempenho na abertura

Logo após o sino de abertura, às 10h30 (horário de Brasília), o Dow Jones avançava 0,12%, aos 49.587,96 pontos. O S&P 500 ganhava 0,07%, marcando 7.416,54 pontos, enquanto o Nasdaq subia 0,08%, para 26.245,785 pontos.

Escalada diplomática

As tensões entre Washington e Teerã voltaram a crescer no fim de semana. No domingo (17), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou na rede Truth Social que poderia ordenar novos ataques contra o Irã, destacando que “o tempo é fundamental”.

Nesta segunda (18), o Paquistão — que atua como mediador — entregou a Washington uma proposta iraniana, segundo a agência Reuters. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, confirmou o envio das sugestões, sem revelar detalhes.

Em seguida, a agência iraniana Tasnim noticiou que os Estados Unidos teriam aceitado suspender sanções sobre o petróleo iraniano. Ainda de acordo com a Tasnim, Teerã insiste na remoção completa das restrições, enquanto Washington sugeriu suspensões temporárias concedidas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) até a conclusão de um acordo definitivo.

Apesar do aceno diplomático, o site Axios informou que Trump deve reunir assessores de segurança nacional na terça-feira (19) para avaliar opções de retomada de ação militar.

Petróleo em baixa

Os contratos de petróleo operavam instáveis. Às 10h30, o Brent para julho recuava 1,12%, cotado a US$ 108,01 o barril na ICE, em Londres, após tocar a máxima intradiária de US$ 111,99. Já o WTI para junho caía 1,17%, a US$ 99,84 o barril na Nymex, em Nova York. A volatilidade da commodity mantém investidores atentos a possíveis pressões inflacionárias.

Expectativa pelo Fed

No âmbito monetário, o mercado aguarda a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), prevista para quarta-feira (20). Em abril, o colegiado manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75% ao ano pela terceira vez consecutiva, decisão tomada com quatro votos dissidentes — a maior divergência desde 1992. O documento deve oferecer pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve.

Ainda no comunicado de abril, o Fomc reiterou que continuará monitorando dados econômicos e se declarou pronto a ajustar a política monetária caso identifique riscos à meta de estabilidade de preços e pleno emprego.

Com o noticiário geopolítico e a divulgação iminente da ata do Fed no radar, os investidores avaliam os impactos sobre inflação, juros e perspectivas de crescimento, enquanto acompanham de perto as oscilações do mercado de energia.

Com informações de Money Times

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