Trump e Xi voltam a se encontrar em Pequim; guerra no Irã, comércio e Taiwan dominam pauta

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, têm reunião marcada em Pequim na próxima semana. O encontro, que se estenderá por dois dias a partir de quinta-feira, deve definir os rumos da relação entre as duas maiores potências globais.

O que será discutido

Na agenda constam temas como a guerra no Irã, as relações comerciais, a situação de Taiwan e outras fontes de tensão bilateral. Os líderes também pretendem abordar a cooperação em inteligência artificial, o fluxo de fentanil para os EUA, a expansão do arsenal nuclear chinês e a segurança no Mar do Sul da China.

Contexto desde o último encontro

Trump e Xi se viram pela última vez em outubro, na Coreia do Sul, quando concordaram em suspender uma acirrada disputa tarifária. Desde então, Washington concentrou forças na guerra contra o Irã, aliado estratégico de Pequim no Oriente Médio, provocando crise energética e desgaste nos estoques de munição norte-americanos — fator que, segundo analistas chineses, pode comprometer a defesa de Taiwan.

Do lado chinês, Xi lida com crescimento econômico mais lento, energia mais cara e o risco de uma recessão global que afetaria suas exportações.

Prioridades de Washington

Os EUA pretendem promover o que assessores chamam de “Cinco Bs”: venda de aviões da Boeing, exportação de carne bovina e soja, além da criação de um board de investimentos e outro de comércio para orientar negócios que não representem ameaça à segurança nacional.

Pontos centrais para Pequim

A China foca nos “Três Ts”: tarifas, tecnologia e Taiwan. Pequim quer prorrogar a trégua comercial de 2025, aliviar controles sobre semicondutores avançados e diminuir o apoio norte-americano à ilha autogovernada. Xi reiterou a Trump, em fevereiro, que Taiwan “jamais será separada” do território chinês.

Irã e Estreito de Ormuz

Trump deve solicitar que Xi pressione Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo. O chanceler chinês, Wang Yi, já cobrou esforços iranianos nesse sentido, mas também defendeu o “direito legítimo” do país ao uso pacífico da energia nuclear.

Expectativas modestas

Autoridades norte-americanas não esperam um grande acordo. A previsão é que sejam firmados acordos pontuais de investimento e a extensão temporária da trégua tarifária. Analistas lembram que o encontro pode servir apenas para ganhar tempo enquanto cada lado reduz a dependência econômica mútua. Há planos para que Trump e Xi voltem a se encontrar até quatro vezes ainda este ano.

Apesar das dificuldades, Trump elogia publicamente o relacionamento com Xi e demonstra interesse em anunciar novos investimentos chineses nos EUA. Já Pequim, segundo observadores, mantém desconfiança em relação a Washington e critica a postura norte-americana no cenário internacional, qualificando-a de “lei da selva”.

Sanções e contramedidas continuam em curso. Em abril, o Tesouro norte-americano puniu uma refinaria chinesa por comprar petróleo do Irã, e Pequim respondeu instruindo empresas a ignorar a medida e autorizando investigações contra companhias e governos estrangeiros.

O resultado do encontro em Pequim indicará se a frágil distensão alcançada no ano passado poderá ser mantida nos próximos meses.

Com informações de InfoMoney

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