O mercado iniciou a segunda-feira, 18 de maio de 2026, com forte volatilidade provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã e pela proximidade do período eleitoral brasileiro. Em participação no programa Giro do Mercado, da jornalista Paula Comassetto, o analista Lucas Costa, do BTG Pactual, avaliou os principais movimentos que afetam investidores.
Petróleo mantém faixa entre US$ 92 e US$ 115
Costa destacou que o barril de petróleo vem sustentando tendência de alta desde o fim de 2025 e opera dentro de um intervalo de US$ 92 a US$ 115. Segundo o especialista, a commodity tende a se recuperar quando se aproxima do limite inferior da faixa e recuar ao se aproximar do teto. Para romper esse canal, seria necessária uma definição concreta sobre o desfecho do conflito no Irã, seja por meio de acordo ou por expectativa prolongada de guerra, explicou.
Dólar volta ao patamar de R$ 5
A moeda norte-americana tocou novamente os R$ 5, influenciada tanto pelo cenário geopolítico quanto pelas incertezas locais. O analista observou que a pressão não se restringe ao Brasil: o índice DXY, que mede o desempenho global do dólar – composto em 70% pelo euro e 13% pelo iene –, avançou 1,50% desde 11 de maio, passando de 97,780 para 99,240 pontos. O movimento, segundo ele, decorre do aumento dos rendimentos dos Treasuries e do risco inflacionário gerado pela alta do petróleo.
Focus ajusta inflação e Selic
O Banco Central divulgou, no Boletim Focus desta segunda, revisão da expectativa de inflação para 2026 de 3,90% para 3,92%. A projeção para a taxa Selic foi atualizada para 13,25% ao ano.
Ibovespa enfrenta correção
Sobre a bolsa, Costa afirmou que a tendência de longo prazo permanece positiva, mas o índice acumula cinco semanas seguidas de queda. A dificuldade em superar inicialmente os 192 mil pontos e, depois, atingir a marca de 200 mil pontos foi apontada como obstáculo de curto prazo.
Imagem: João Kawada
O analista ressaltou que, embora o ambiente siga instável, os fundamentos estruturais do mercado acionário brasileiro permanecem inalterados.
Com informações de Money Times