Após três sessões de valorização, o ouro encerrou o pregão desta quinta-feira, 14 de maio de 2026, em leve queda na Bolsa de Nova York. Na divisão Comex da Nymex, o contrato para entrega em junho recuou 0,45%, cotado a US$ 4.685,3 por onça-troy.
A prata também perdeu força. O contrato de julho cedeu 4,52%, para US$ 85,328 por onça-troy.
Negociações EUA-China e tensão no Oriente Médio
O movimento de realização de lucros foi favorecido pelo fortalecimento do dólar, que ganhou tração diante das notícias vindas de Pequim. Após encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a China não fornecerá mais equipamentos militares ao Irã e que poderá colaborar em um acordo destinado a impedir o avanço do programa nuclear iraniano.
No mesmo dia, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país está preparado para novas ações militares contra Teerã. A combinação de incertezas geopolíticas manteve o petróleo acima de US$ 105 o barril e sustentou a busca por dólar.
Projeções e novas regras na Índia
Mesmo com a correção, analistas do TD Securities veem espaço para a retomada da alta do ouro nos próximos dias, ainda que em ritmo inferior ao observado na prata. Segundo a casa, uma eventual queda até a faixa de US$ 4.550 por onça-troy tende a ser temporária.
Imagem: Anna Scabello
No radar dos investidores, a Índia reforçou as restrições à entrada de metal. Importações de barras superiores a 100 quilos passarão a exigir autorização governamental, medida que segue o recente aumento das tarifas de importação e os apelos para que a população reduza as compras de ouro, numa tentativa de proteger o câmbio local.
Com informações de Money Times