A curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs) voltou a ganhar inclinação nesta terça-feira (26), interrompendo três sessões consecutivas de baixa, diante das dúvidas que cercam um possível acordo de paz definitivo entre Estados Unidos e Irã.
Movimento da curva
No fechamento, o contrato de curtíssimo prazo para janeiro de 2027 subiu 4 pontos-base, passando de 14,025% para 14,065% ao ano. O vencimento para janeiro de 2029, referência de médio prazo, avançou 10,5 pontos-base, atingindo 13,815% ante 13,710% do ajuste anterior. Já o DI de longo prazo para janeiro de 2036 marcou 13,940% ao ano, alta de 3,5 pontos-base em relação aos 13,905% da segunda-feira (25).
Treasuries recuam após feriado
Nos Estados Unidos, os Treasuries retomaram as negociações após o Memorial Day com queda nos rendimentos. O yield do papel de dois anos, mais sensível à política monetária, cedeu de 4,127% para 4,036%, recuo de 9 pontos-base. A taxa do título de dez anos, parâmetro para financiamentos imobiliários e outras linhas de crédito, caiu de 4,572% para 4,489%.
Escalada geopolítica
O clima de cautela ganhou força após novos ataques do Comando Central norte-americano no sul do Irã na noite de segunda (25). Segundo o porta-voz capitão Tim Hawkins, a ação mirou plataformas de mísseis e embarcações capazes de instalar minas marítimas, com o objetivo de proteger tropas dos EUA. Apesar dos bombardeios, o presidente Donald Trump afirmou que as tratativas de paz com Teerã “prosseguem bem”.
Horas depois, o Ministério das Relações Exteriores iraniano acusou Washington de violar o cessar-fogo ao realizar “ações ilegais e provocativas” contra navios comerciais na região de Hormozgan, no Golfo Pérsico, durante as 48 horas anteriores.
Imagem: Liliane de Lima
Revisões para a Selic
No mercado doméstico, as projeções para a política monetária também foram ajustadas. O Citi elevou a expectativa para a Selic em dezembro de 13,25% para 13,75% ao ano e prevê o último corte de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) em setembro.
Na B3, as opções de Copom indicavam, na última sexta-feira (22), 74,5% de probabilidade de redução de 0,25 ponto percentual na Selic em junho, 20% de manutenção em 14,50% e 5% de corte de 0,50 ponto. Para a reunião seguinte, em agosto, as apostas estavam distribuídas entre 46% para novo corte de 0,25 ponto, 43% para estabilidade e 11% para diminuição de 0,50 ponto.
Com informações de Money Times