O encerramento do prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda (IR) se aproxima, e especialistas alertam para a importância de considerar a tributação já no momento da escolha dos ativos. Diferentes produtos de renda fixa oferecem isenção de IR, o que pode resultar em rentabilidade maior para o investidor.
Como funciona a cobrança de IR na renda fixa
A maioria dos títulos de renda fixa segue a tabela regressiva do IR, cujas alíquotas variam conforme o período de aplicação:
- Até 180 dias – 22,5%
- De 181 a 360 dias – 20%
- De 361 a 720 dias – 17,5%
- Acima de 721 dias – 15%
Manter o investimento por pelo menos dois anos garante a alíquota mínima de 15%, mas alguns papéis não são tributados, dispensando qualquer desconto.
Cinco opções de investimentos isentos
1. LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
2. LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
Emitidas por bancos para financiar setores imobiliário e agropecuário, as LCIs e LCAs podem ser prefixadas, pós-fixadas ou híbridas. Têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até R$ 250 mil por CPF e instituição, respeitando o teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Não contam com liquidez diária e estão sujeitas à cobrança de IOF caso o resgate ocorra em menos de 30 dias.
3. CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários)
4. CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio)
Emitidos por securitizadoras, esses títulos são lastreados em créditos originados nos setores imobiliário ou do agronegócio. Não possuem garantia do FGC, o que aumenta o risco, mas costumam oferecer retornos superiores. Recebem notas de rating de agências independentes e apresentam baixa liquidez, com prazos mais longos que outros papéis de renda fixa.
Imagem: Boris Bellini
5. Debêntures incentivadas de infraestrutura
Companhias emitem debêntures para captar recursos destinados a projetos de infraestrutura, como estradas e usinas de energia. Para a pessoa física, o rendimento é isento de IR. Esses títulos não contam com proteção do FGC, mas também são avaliados por agências de crédito e, em geral, têm liquidez maior que LCIs e LCAs.
Planejamento é essencial
A Receita Federal ainda não divulgou o cronograma oficial de entrega da declaração do IR 2026, mas o período costuma ocorrer entre meados de março e o fim de maio. Antecipar o planejamento tributário na montagem da carteira é apontado como a melhor forma de evitar a “mordida do Leão” e potencializar ganhos.
Com informações de Money Times