Os contratos futuros de café arábica encerraram a sessão desta quinta-feira (9) com forte valorização na ICE Futures US, acumulando alta de 38,1 centavos, ou 12,3%, e fechando a US$ 3,479 por libra-peso. A disparada ocorre em meio a elevada volatilidade iniciada na segunda-feira, quando a commodity já havia saltado 16% — o quarto maior ganho diário da série histórica — antes de recuar 9% na terça e 3,4% na quarta.
Corretoras atribuíram o movimento à umidade excessiva que dificulta a colheita no Brasil e às perspectivas de um El Niño intenso. O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos estimou em 81% a probabilidade de um episódio muito forte entre outubro e dezembro, potencialmente um dos maiores já registrados. A quebra de resistência técnica, com o arábica ultrapassando médias móveis de longo prazo, estimulou a recompra de posições por fundos e especuladores.
Outras commodities
O café robusta avançou 8,1%, para US$ 4.043 por tonelada.
Em Londres, o cacau para entrega futura ganhou 312 libras, ou 6,9%, encerrando a £ 4.805 por tonelada após tocar £ 4.827, maior cotação dos últimos oito meses. Operadores seguem avaliando os fundamentos que sustentaram o salto de 800 libras observado na semana; produção reduzida de vagens e o próprio El Niño já vinham sendo monitorados pelo mercado.
A fabricante suíça Barry Callebaut declarou não esperar repetição da turbulência vista nos mercados de cacau em 2023 e 2024 mesmo diante de um possível El Niño forte. A companhia informou ainda aumento de 5,7% nos volumes de vendas do terceiro trimestre, primeira expansão em dois anos.
O cacau na ICE de Nova York subiu 6,7%, alcançando US$ 6.455 por tonelada, depois de renovar máxima de seis meses a US$ 6.478.
No setor açucareiro, o açúcar bruto permaneceu praticamente estável em 15,12 centavos de dólar por libra-peso, após atingir 15,39 centavos na véspera, maior nível em quase dois meses. Já o açúcar branco recuou 0,4%, fechando a US$ 478,60 por tonelada.
Com informações de Money Times