Taxas de DIs de curto e médio prazos recuam com apostas de corte da Selic em agosto

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Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimentos mais próximos voltaram a registrar queda nesta sexta-feira (26), movimento atribuído ao fortalecimento das expectativas de que o Banco Central promova novo ajuste para baixo na taxa básica de juros na reunião de agosto. As posições de prazo mais longo encerraram o dia praticamente estáveis.

No fim da tarde, o DI para janeiro de 2028 caiu para 14,14% ao ano, recuo de 11 pontos-base em relação ao ajuste anterior, de 14,246%. Já o DI para janeiro de 2035 fechou a 14,315%, ligeiramente acima dos 14,311% verificados na véspera, refletindo estabilidade na extremidade longa da curva.

Na semana, as taxas acumularam quedas de 67 pontos-base (jan/28) e 41 pontos-base (jan/35). Operadores relatam consenso crescente de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá cortar a Selic em 25 pontos-base, hoje fixada em 14,25% ao ano.

Indicadores reforçam perspectiva de afrouxamento

A divulgação, na quinta-feira (25), do IPCA-15 de junho contribuiu para o sentimento de alívio. O indicador, considerado prévia da inflação oficial, mostrou desaceleração em itens de serviços e nos núcleos. No mesmo dia, dirigentes do Banco Central enfatizaram que ainda não há decisão tomada, mas os comentários foram interpretados como sinal de maior abertura a um ajuste.

Cenário externo colabora

O recuo do petróleo Brent, que passou a ser negociado perto de US$ 72 o barril — cerca de US$ 20 abaixo do nível de um mês atrás —, também pressionou as taxas domésticas para baixo. No mercado norte-americano, os rendimentos dos Treasuries acompanharam a tendência: às 16h49, o título de dez anos exibiu queda de 2 pontos-base, para 4,375%.

Outros dados do dia

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor patamar para o período na série histórica e em linha com as projeções de analistas. Já o Tesouro Nacional comunicou aumento de 2,66% na dívida pública federal em maio, totalizando R$ 9,033 trilhões.

Em entrevista, o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Dias, explicou que dificuldades técnicas recentes levaram ao cancelamento do leilão de NTN-B na terça-feira (23). Segundo ele, o órgão segue monitorando o mercado e poderá adotar medidas extraordinárias se necessário.

Com informações de Money Times

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