O Banco do Brasil (BBAS3) reduziu o percentual do lucro distribuído aos acionistas e, com isso, perdeu espaço na carteira de dividendos da Empiricus Research. A casa de análise agora aponta o Itaú Unibanco (ITUB4) como principal opção entre os grandes bancos listados na B3.
Queda no lucro e mudança na política de proventos
Até 2025, o Banco do Brasil mantinha payout de 45% sobre o lucro líquido. A diretoria decidiu diminuir essa fatia para 30% a partir de 2026, em meio a um cenário de resultados mais fracos. O lucro caiu de R$ 9 bilhões no primeiro trimestre de 2024 para R$ 7,3 bilhões no mesmo período de 2025, chegando a R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano. A elevação da inadimplência no agronegócio foi apontada como principal motivo para o recuo.
Com a revisão nos proventos e a piora operacional, os papéis BBAS3 acumulam recuo em torno de 10% no ano. Segundo o analista Ruy Hungria, manter mais capital dentro do banco foi uma forma de enfrentar a deterioração da carteira de crédito e o aumento de incertezas ligadas ao período eleitoral, já que a instituição é estatal e pode sofrer interferência governamental.
Itaú assume o lugar na carteira
Na carteira de dividendos da Empiricus, o Itaú desponta por cinco fatores listados pelo mesmo analista:
- evolução do portfólio de crédito;
- melhora na experiência do cliente;
- ganhos de eficiência com digitalização, uso de nuvem e automação por inteligência artificial;
- preços considerados atrativos em relação ao patrimônio do banco;
- resiliência operacional em diferentes cenários.
Entre janeiro e maio de 2026, a carteira de dividendos da Empiricus avançou 18,4%, enquanto o Ibovespa subiu 7,9%. O dividend yield do portfólio ficou em 5,6% nos cinco primeiros meses do ano, depois de ter alcançado 15,7% em 2025. O portfólio reúne oito ações e integra o plano Empiricus+, que oferece acesso gratuito até o fim do ciclo eleitoral de 2026.
Com informações de Money Times