Juros futuros recuam após sequência de altas, mas mercado já precifica eventual elevação da Selic em agosto

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A curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerrou o pregão de terça-feira (9) com leve baixa, interrompendo seis sessões consecutivas de avanço, em meio à queda pontual dos preços do petróleo e à desvalorização do dólar, ainda sob a influência do conflito no Oriente Médio.

Curva de juros

O contrato de DI para janeiro de 2027 recuou 4 pontos-base e fechou a 14,480%, frente aos 14,430% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 cedeu quase 3 pontos-base, encerrando a 14,920% ante 14,945%. No longo prazo, o DI para janeiro de 2036 caiu cerca de 8 pontos-base, para 14,625%, contra 14,710% do dia 8.

Pressão externa

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro também diminuíram à espera de novos números de inflação. O yield do Treasury de dois anos, mais sensível à política monetária, passou de 4,158% para 4,120%, enquanto a taxa do papel de dez anos recuou de 4,550% para 4,520%.

Expectativas para a Selic

A piora nas projeções de inflação e o cenário geopolítico têm levado analistas a rever estimativas, indicando um ciclo de cortes de juros domésticos mais curto e uma Selic possivelmente mais alta ao fim de 2026. Durante a tarde, o DI para janeiro de 2027 chegou a embutir, ainda que de forma marginal, probabilidade de aumento de 25 pontos-base da taxa básica em agosto.

O BTG Pactual, contudo, manteve expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a Selic em 25 pontos-base na reunião da próxima semana, de 14,50% para 14,25% ao ano. Nas opções de Copom negociadas na B3, as apostas apontavam 62,5% de chance de manutenção da taxa e 35% de corte de 0,25 ponto, segundo dados de segunda-feira (8).

Cenário internacional

Do lado norte-americano, o mercado praticamente consolida nova alta de juros pelo Federal Reserve no segundo semestre. Ferramenta do CME Group indicava no fim da tarde 50,5% de probabilidade de o Fed retomar o aperto monetário na reunião de outubro. Atualmente, a taxa básica dos EUA está entre 3,50% e 3,75% ao ano.

As revisões de cenário são impulsionadas por dados domésticos mais fortes do que o esperado, como o crescimento robusto do PIB, e pelos efeitos potenciais do conflito no Oriente Médio sobre os preços de energia e, consequentemente, sobre a inflação global.

Com informações de Money Times

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