Ibovespa recua após IPCA de abril e inflação nos EUA; Petrobras cai com balanço fraco

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São Paulo, 12 de maio de 2026 – O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira, refletindo a divulgação de indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além da repercussão de balanços corporativos.

Pressão inflacionária

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,67% em abril, acumulando alta de 4,39% em 12 meses – ainda dentro da faixa de tolerância da meta de 3% do Banco Central, que prevê variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,6% no mês passado e atingiu 3,8% no acumulado de um ano, maior patamar desde maio de 2023, intensificando as preocupações sobre a postura do Federal Reserve.

Desempenho do índice

Pouco depois das 11h30, o Ibovespa atingiu a mínima do dia aos 180.294,73 pontos, queda de 0,89%. Na abertura, às 10h20, o indicador já recuava 0,25%, aos 181.294,36 pontos.

Petrobras e outros destaques

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) caíam 1,92%, a R$ 45,55, às 10h50. Investidores reagiram ao lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre e à distribuição de US$ 1,8 bilhão em dividendos, valores considerados abaixo das expectativas do mercado.

Entre outros papéis sensíveis aos resultados do 1T26:

  • MRV (MRVE3) recuava cerca de 4% por volta das 10h20, cotada a R$ 6,10, depois de apresentar números abaixo do esperado.
  • Natura (NATU3) registrava queda superior a 6% às 10h25, após ampliar prejuízo para R$ 445 milhões.
  • Grupo Toky (TOKY3) desabava mais de 17% às 10h24, em meio ao pedido de recuperação judicial.
  • Azzas 2154 (AZZA3) caía 3,34% às 10h45, em novo capítulo do conflito societário entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman.
  • Hapvida (HAPV3) contrariava o movimento e subia 8%, estimulada por balanço considerado positivo.

Reação nos juros e no câmbio

No Tesouro Direto, as taxas dos títulos prefixados e atrelados à inflação voltavam a superar 14% ao ano, refletindo o cenário de maior aversão a risco. No câmbio, o dólar à vista operava perto da estabilidade: mínima de R$ 4,8889 às 10h04 e máxima de R$ 4,9305 na abertura, alta de 0,31%.

A sessão segue marcada pela leitura dos dados inflacionários, expectativa quanto aos próximos passos do Federal Reserve e avaliação dos resultados corporativos divulgados nesta semana.

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Sou Moacir Alves, redator e criador de conteúdo digital. Desde 2021, atuo na produção de conteúdos voltados a renda online, negócios digitais e tecnologia, com foco em informação prática e acessível. Meu trabalho é transformar temas complexos em conteúdos claros, confiáveis e úteis, ajudando leitores a entender o universo digital e identificar oportunidades reais de crescimento financeiro e profissional.

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