Fluxos para mercados emergentes voltam a crescer em abril com entrada de US$ 58,3 bilhões, aponta IIF

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Os mercados emergentes voltaram a atrair recursos em abril, com entradas líquidas de portfólio somando US$ 58,3 bilhões, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF). O resultado reverte parte da saída de US$ 66,2 bilhões registrada em março.

A recuperação foi puxada pelo segmento de dívida, que recebeu US$ 51,9 bilhões. Já os fluxos para ações ficaram positivos em US$ 6,4 bilhões, após a liquidação observada no mês anterior.

Retorno rápido após choque de março

De acordo com o IIF, o choque vivido em março não se converteu em uma paralisação generalizada do financiamento aos emergentes. O instituto destaca que os investidores voltaram rapidamente aos ativos da região com o arrefecimento do pânico geopolítico inicial e a reabertura do mercado primário para novas emissões.

O apetite, contudo, continua concentrado em renda fixa, favorecida pelo diferencial de juros, pela retomada das janelas de captação e pela percepção de fundamentos externos mais sólidos em vários países em desenvolvimento.

América Latina lidera desempenho

A América Latina permaneceu entre as regiões de melhor resultado, com ingressos de US$ 17,5 bilhões em abril — US$ 13,3 bilhões em dívida e US$ 4,3 bilhões em ações. No acumulado de 2026, os fluxos para o bloco chegam a US$ 60,7 bilhões, bem acima dos US$ 17,5 bilhões observados no mesmo intervalo de 2025.

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Imagem: Estadão Cteúdo

Emissões retomam fôlego

O IIF também registrou retomada nas emissões de títulos. As colocações soberanas avançaram para US$ 24,7 bilhões em abril, depois de apenas US$ 3,1 bilhões em março. No mercado corporativo, as emissões somaram US$ 37 bilhões, com destaque para operações de Brasil, Polônia e Sérvia.

Cenário ainda frágil

Apesar da melhora, o instituto alerta que o ambiente permanece delicado. O avanço de abril pode representar apenas uma fase inicial de alívio, diante de riscos relacionados à inflação, aos preços de energia, à liquidez global e à política monetária do Federal Reserve.

Com informações de Money Times

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Sou Moacir Alves, redator e criador de conteúdo digital. Desde 2021, atuo na produção de conteúdos voltados a renda online, negócios digitais e tecnologia, com foco em informação prática e acessível. Meu trabalho é transformar temas complexos em conteúdos claros, confiáveis e úteis, ajudando leitores a entender o universo digital e identificar oportunidades reais de crescimento financeiro e profissional.

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