Poupança, imóveis e criptomoedas dominam escolhas de investimento do brasileiro, revela Anbima

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A 9ª edição do Raio-X do Investidor, levantamento anual da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, mostra que o brasileiro segue fiel à poupança e aos imóveis, mas já inclui as criptomoedas entre os investimentos mais utilizados. O estudo, referente a 2025 e apresentado nesta quinta-feira (16), ouviu 5.832 pessoas.

Três maneiras de lidar com o dinheiro

Segundo a pesquisa, a população divide seu comportamento financeiro em três categorias: 33% disseram ter apenas economizado, 24% afirmaram investir e 10% declararam aplicar especificamente em produtos financeiros.

Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, destacou que muitos entrevistados classificam como investimento qualquer gasto que prometa retorno futuro, como educação dos filhos ou compra de carro. Nesse contexto amplo, o imóvel surge como exemplo mais próximo do conceito econômico tradicional.

Poupança é familiar, mas nem sempre vista como investimento

Na etapa qualitativa, participantes que afirmaram “só economizar” contaram guardar dinheiro na caderneta, em cofrinhos ou mesmo na conta-corrente. Para eles, isso é poupar, não investir. Ainda assim, a poupança aparece como o produto financeiro mais citado:

  • Conhecimento espontâneo: 17%
  • Já utilizam: 22%
  • Querem usar ou continuar usando: 20%

Imóveis vêm em seguida, com 7% de menções espontâneas, 3% de usuários atuais e 13% de intenção de uso — muitas vezes associados à compra da casa própria.

Cripto supera ações no uso efetivo

Entre os investimentos efetivamente utilizados, criptomoedas aparecem com 4%, à frente de ações e títulos públicos, ambos com 2%. O destaque se concentra na geração Z, que, segundo Billi, já está habituada a ativos digitais no cotidiano de jogos e transações online. Curiosamente, é essa mesma faixa etária que menos recorre à poupança.

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Imagem: Seu Dinheiro

Reserva financeira disseminada, mas de curto prazo

Sete em cada dez entrevistados afirmaram possuir alguma reserva de emergência. A maior fatia (24%) guarda recursos suficientes para até cinco meses; apenas 9% têm valores que cobrem mais de um ano.

Número de investidores e barreiras à entrada

O Brasil somava 60,6 milhões de pessoas com algum tipo de investimento em 2025, o que representa 37% da população — percentual próximo ao do ano anterior. Para 2026, 8,7 milhões pretendem começar a investir, enquanto 66,6 milhões sequer pensam nisso. A Anbima atribui parte da resistência à linguagem técnica do mercado e à percepção de que investimento “é coisa de rico”.

Billi elogiou soluções como “caixinhas” e “cofrinhos” oferecidas por bancos digitais, por simplificarem o ato de guardar dinheiro. A entidade, afirmou, trabalha para garantir a segurança dos produtos que sustentam essas ferramentas.

Com informações de Money Times

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Sou Nivaldo, redator e fundador do RendaON. Desde 2021, atuo no mercado digital com foco na produção de conteúdos sobre renda online, negócios digitais e tecnologia. No RendaON, meu trabalho é oferecer informações claras, práticas e confiáveis, com base em pesquisa e análise de tendências. Meu objetivo é ajudar leitores a compreender o ambiente digital e identificar oportunidades reais de crescimento financeiro e profissional.

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