Os contratos de juros futuros negociados na B3 encerraram a sessão desta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, em alta, acompanhando o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano em meio ao recrudescimento das tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz.
No mercado doméstico, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 ficou praticamente estável, passando de 13,745% no ajuste anterior para 13,740%. O contrato para janeiro de 2029 avançou de 14,035% para 14,100%, incremento de 6 pontos-base. No longo prazo, o DI para janeiro de 2036 subiu 11 pontos-base, encerrando a 14,515%, ante 14,405% na sexta-feira (7).
Nos Estados Unidos, por volta das 18h (horário de Brasília), o rendimento do Treasury de dois anos – mais sensível à trajetória da política monetária – subia para 4,243%, frente a 4,204% no ajuste anterior. O retorno da referência de dez anos, parâmetro para financiamentos imobiliários e outras linhas de crédito, avançava de 4,658% para 4,709%.
Investidores ajustaram posições à espera de indicadores de inflação. No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho e a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – que reduziu a Selic para 14% ao ano – serão divulgados nesta terça-feira (11) e devem balizar as apostas para o encontro de setembro.
O Relatório Focus, publicado pelo Banco Central nesta segunda, mostrou redução pela sexta semana consecutiva na projeção de inflação para dezembro, de 5,03% para 5,02%. As estimativas para a Selic (13,75%) e para o dólar (R$ 5,20) permaneceram inalteradas.
No exterior, os dados de preços ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) dos Estados Unidos serão conhecidos na quarta-feira (12) e na quinta-feira (13), respectivamente. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, havia 51,7% de probabilidade de o Federal Reserve elevar os juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, contra 44,4% na sexta-feira anterior. A chance de manutenção na faixa de 3,50% a 3,75% recuou de 55,6% para 48,3%.
Com informações de Money Times