Dólar futuro mantém viés de queda e analista aponta alvo em R$ 4,79

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O contrato futuro de dólar negociado na B3 segue pressionado e pode avançar no movimento de baixa nas próximas semanas, de acordo com avaliação técnica do analista Rodrigo Paz. Os preços vêm recuando desde 14 de abril, quando a região de R$ 4,90 foi destacada como suporte relevante. Na mínima da sessão mais recente, a cotação atingiu R$ 4,891.

Cenário técnico

Paz observa que o ativo permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos nos gráficos diário e semanal, mantendo-se dentro de um canal de baixa bem definido. Mesmo após a sequência de quedas, indicadores não sinalizam reversão da tendência principal.

No gráfico diário, o Índice de Força Relativa (IFR 14) está em 33,06 pontos, próximo da faixa de sobrevenda. Os suportes imediatos situam-se em 4.914 e 4.842 pontos (cada 1.000 pontos equivalem a R$ 1,00). Caso essas marcas cedam, projeções apontam para 4.798,5 e 4.752,5 pontos, com alvo mais distante em 4.697 pontos.

Na leitura semanal, a tendência negativa se mantém desde a máxima de 6.324,5 pontos registrada entre o fim de 2024 e o início de 2025. Em 2026, os contratos já acumulam queda superior a 10%, enquanto o IFR semanal ronda 28 pontos, reforçando a condição de sobrevenda. A perda de 4.914 pontos abriria caminho para suportes em 4.790 e 4.697 pontos; abaixo desses, aparecem 4.613 e 4.480 pontos.

Para que haja recuperação mais consistente, o dólar futuro precisaria retornar à faixa entre 5.070 e 5.320 pontos. Acima dela, resistências relevantes são 5.383,5 e 5.614 pontos.

Fatores macroeconômicos

O movimento ocorre em meio à intensificação de operações de carry trade em mercados emergentes. Relatório do Goldman Sachs de 6 de abril incluiu o real brasileiro (BRL) entre as moedas preferidas para a estratégia, ao lado de peso mexicano (MXN), florim húngaro (HUF) e rand sul-africano (ZAR).

Segundo o banco, o recente choque do petróleo após o conflito entre Irã e Estados Unidos reduziu a margem para cortes de juros globais e aumentou a atratividade de países exportadores de commodities com juros reais elevados, caso do Brasil. A instituição revisou para cima suas projeções de juros reais brasileiros, fortalecendo a percepção de Selic alta por período prolongado, o que tende a atrair fluxo estrangeiro.

O Goldman ressalta, contudo, que o desempenho do real depende do apetite global por risco. Estratégias de carry funcionam melhor em ambiente de dólar menos pressionado, commodities firmes e volatilidade moderada; em cenários de aversão, o capital migra para ativos considerados seguros, como a moeda norte-americana.

Até que sinais de reversão apareçam nos gráficos ou haja mudança relevante no quadro macro, a leitura de Paz permanece negativa para o dólar futuro no curto e no médio prazo, favorecendo a continuidade da pressão vendedora.

Com informações de InfoMoney

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