O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (08) em queda no mercado brasileiro, acompanhando o movimento de desvalorização da moeda norte-americana no exterior. A cotação à vista recuou 0,55% e terminou negociada a R$ 4,8961, nível que não era registrado no fechamento desde 15 de janeiro de 2024, quando marcou R$ 4,86.
Com o resultado, a divisa acumulou baixa semanal de 1,13% frente ao real. No mercado futuro, o contrato para junho — o mais líquido na B3 — cedeu 0,78% às 17h04, cotado a R$ 4,9205.
Emprego nos EUA e cenário de juros
O movimento foi influenciado pelo relatório oficial de emprego dos Estados Unidos divulgado pela manhã. A economia norte-americana gerou 115 mil vagas fora do setor agrícola em abril, quase o dobro das 62 mil previstas por economistas consultados pela Reuters, enquanto a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%. Os números reforçaram a percepção de que o Federal Reserve pode manter a atual política monetária, reduzindo o receio de altas adicionais nos juros.
Tensões no Oriente Médio
Investidores também seguiram atentos às negociações para um possível acordo de paz envolvendo o Irã, mesmo após novos confrontos no Golfo Pérsico e ataques aos Emirados Árabes Unidos. A expectativa de cessar-fogo contribuiu para a busca por ativos de risco em todo o mundo, favorecendo moedas de países emergentes e a Bolsa brasileira.
No fechamento desta sexta-feira, a taxa de câmbio ficou assim:
Imagem: Internet
Compra: R$ 4,894 | Venda: R$ 4,894
Segundo Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, a combinação de dólar mais fraco e incertezas geopolíticas compôs um ambiente que beneficiou o real e os juros futuros domésticos.
Com informações de InfoMoney