Ibovespa sobe 2% após IPCA abaixo do previsto reforçar aposta em novo corte da Selic; dólar recua

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São Paulo, 10 de julho de 2026 – O Ibovespa avançava cerca de 2% nesta sexta-feira, superando a faixa dos 177 mil pontos, impulsionado pela leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que veio bem abaixo das projeções de mercado e elevou a probabilidade de redução da taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

O indicador oficial de inflação subiu 0,16% em junho, desacelerando em relação aos 0,58% de maio. No acumulado de 12 meses, o IPCA ficou em 4,64%, ainda acima da meta de 3% do Banco Central, mas em trajetória de queda. O resultado fortaleceu a percepção de espaço para novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros em agosto.

Rali de mais de 4 mil pontos

Perto das 15h, o principal índice da B3 tocou a máxima de 177.417,86 pontos, salto de 2,71% (mais de 4 mil pontos em relação ao fechamento anterior). Às 14h30, o Ibovespa operava em alta de 2,65%, aos 177.294,33 pontos.

Entre as blue chips, Vale (VALE3) ganhava 1,85%, cotada a R$ 74,51. Petrobras (PETR4) avançava 0,82%, a R$ 39,55, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) subia 3,26%, negociado a R$ 44,01. Os papéis sensíveis a juros, como Magazine Luiza (MGLU3), lideravam os ganhos, com alta superior a 8%.

Dólar volta a R$ 5,10

No mercado de câmbio, o dólar à vista recuava 0,34%, negociado a R$ 5,1053 por volta de 10h40, caminhando para encerrar a semana com depreciação acima de 1% frente ao real. Os juros futuros acompanharam o movimento: o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 cedia 19 pontos-base, a 13,855% ao ano.

Cenário externo e outros destaques

Apesar da melhora doméstica, o ambiente externo seguia volátil, com investidores monitorando a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Ainda assim, as bolsas europeias fecharam majoritariamente em território positivo, e os futuros de Wall Street exibiam leve alta, apoiados por tecnologia.

Entre as movimentações corporativas, Prio (PRIO3) era a única queda relevante do índice, pressionada pela prorrogação da alíquota de 12% sobre exportação de petróleo bruto. Já Oncoclínicas (ONCO3) figurava entre as maiores altas após analistas avaliarem possíveis efeitos concorrenciais da crise na companhia.

Com a inflação surpreendendo para baixo e a perspectiva de juros menores, analistas veem espaço para manutenção do apetite a risco no curto prazo, ainda que as incertezas geopolíticas possam trazer volatilidade adicional.

Com informações de Money Times

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