O dólar à vista fechou em baixa de 0,50% nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, cotado a R$ 5,1227. Foi o segundo dia consecutivo de desvalorização da moeda norte-americana frente ao real.
No exterior, o enfraquecimento do dólar também foi observado. Por volta das 17h (horário de Brasília), o índice DXY – que compara a divisa dos Estados Unidos com seis moedas fortes, como euro e libra – recuava 0,03%, para 100,957 pontos.
Cenário internacional
A queda do dólar ocorreu em meio à redução dos rendimentos dos Treasuries, após a ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada na véspera, sinalizar postura menos rígida do que a percebida em junho.
As tensões no Oriente Médio permaneceram no radar. Depois de declarar o fim de um acordo de cessar-fogo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã voltou a procurar Washington para retomar negociações, embora novas ofensivas tenham sido registradas. Mais tarde, a CNN noticiou que Paquistão e Catar atuam como mediadores para recolocar as partes à mesa.
Indicadores domésticos
Internamente, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 0,39% na primeira prévia de julho, após alta de 0,21% em igual leitura de junho.
Os investidores aguardam o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que será divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (10) às 9h. Projeções do Broadcast apontam desaceleração para 0,31% no mês, ante 0,58% em maio, com alta de 4,79% em 12 meses.
Para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, o resultado do IPCA será determinante para ajustar as expectativas quanto aos próximos passos do Banco Central, incluindo a possibilidade de retomada dos cortes na Selic.
De acordo com as Opções do Copom, atualizadas em 7 de junho, a probabilidade de redução de 25 pontos-base na taxa básica, de 14,25% para 14% ao ano, é de 78%, enquanto a chance de manutenção está em 20,5%.
Com informações de Money Times