Petróleo recua cerca de 1% enquanto mercado avalia novos ataques dos EUA ao Irã

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Os preços do petróleo operam em baixa nesta quinta-feira, 9 de julho, após a mais recente ofensiva militar dos Estados Unidos contra alvos iranianos. Por volta das 4h56 (horário de Brasília), o Brent era negociado a US$ 77,13 o barril, queda de 89 centavos, ou 1,14%. O West Texas Intermediate (WTI) cedia 77 centavos, ou 1,05%, para US$ 72,75.

Na noite de quarta-feira (8), ambas as referências haviam subido mais de US$ 1 no after-market, reação imediata à confirmação de novos bombardeios norte-americanos. Mais cedo, os contratos já haviam fechado no maior nível em mais de duas semanas, impulsionados pela ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de ampliar os ataques.

Escalada no Golfo Pérsico

Segundo o Comando Central dos EUA, foram atingidos cerca de 90 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis e infraestrutura logística ao longo da costa. Horas antes, Trump declarou encerrado o acordo provisório que tentava pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro.

Teerã respondeu afirmando ter atacado instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait. O Estreito de Ormuz, responsável por aproximadamente 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito, continua no centro das preocupações de oferta.

Volatilidade à vista

Para Linh Tran, analista da plataforma XS.com, a cotação do WTI deve permanecer altamente volátil e pode atingir US$ 80 se as tensões persistirem ou se agravarem. Caso o risco geopolítico diminua, o foco do mercado tende a voltar para fundamentos como o aumento dos estoques nos EUA, a produção doméstica elevada e planos de ampliação de oferta por grandes produtores.

Dados da Administração de Informação de Energia (EIA) mostraram que, na semana passada, os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos cresceram pela primeira vez desde meados de abril, reflexo da desaceleração nas exportações.

Risco geopolítico sustentado

Suvro Sarkar, chefe de pesquisa em energia do DBS Bank, observa que, apesar do acordo preliminar entre Washington e Teerã, permanecem riscos significativos, o que deve sustentar os preços no curto prazo. Ele avalia que o Irã tem incentivos para prolongar as negociações, mantendo um prêmio de risco nos preços por vários meses e gerando volatilidade contínua, mesmo com tendência de queda no médio prazo.

Com informações de Money Times

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