Onda de calor na Europa eleva preços do açúcar; cacau acumula alta semanal de 20% em Nova York

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Os contratos futuros de açúcar negociados na ICE encerraram a sexta-feira (26) em alta, amparados por condições climáticas extremas na Europa e pela possibilidade de impactos do fenômeno El Niño sobre a oferta global. No mesmo pregão, o cacau manteve forte valorização na semana, apesar de queda pontual na sessão.

Mercado de açúcar

O açúcar bruto para julho subiu 0,43 centavo de dólar, ou 3,2%, fechando a 13,98 centavos por libra-peso, depois de tocar 14,09 centavos – maior patamar em duas semanas e meia. No acumulado da semana, o ganho foi de 2,8%.

Michael McDougall, analista sênior de açúcar, citou a “pior onda de calor já registrada” na Europa, a redução de 42% nas chuvas de monção na Índia e o clima quente e seco na Tailândia como fatores de sustentação. A queda dos preços da energia, contudo, limita avanços ao incentivar maior destinação de cana para a produção de açúcar em vez de etanol.

No mercado de refinado, o açúcar branco avançou 4,3%, para US$ 464,00 por tonelada, depois de alcançar US$ 466 – pico de quase três meses. Na semana, a alta foi de 5,2%.

Cacau registra ganhos expressivos

Embora os contratos de cacau negociados em Nova York tenham recuado 2,9% na sessão, para US$ 5.095 por tonelada, o produto acumulou valorização de 20% na semana. Em Londres, o contrato perdeu 2,8% no dia, para £ 3.820 por tonelada, mas ainda somou ganho semanal de 16% após atingir £ 4.014, maior nível em cinco meses, na véspera.

Segundo o Rabobank, o mercado recebe suporte da transição para um El Niño ativo, do arrefecimento das tensões no Oriente Médio e do lento desenvolvimento da safra principal 2026/27 na África Ocidental. O banco, entretanto, mantém projeção de excedente para a próxima temporada e avalia que os prêmios climáticos podem estar acima do adequado.

Café recua

O café robusta cedeu US$ 35, ou 1%, fechando a US$ 3.627 por tonelada, após ter alcançado máximo de três meses (US$ 3.692) na quinta-feira. Para o Rabobank, o El Niño continua sendo risco altista, pois tende a trazer tempo mais quente e seco ao Sudeste Asiático e à Índia.

O arábica caiu 1,2%, para 2,732 dólares por libra-peso, depois de tocar 2,848 dólares na quarta-feira, maior nível em quase seis semanas. Chuvas recentes no Brasil provocaram atrasos na colheita e alguns problemas de qualidade, mas a expectativa segue de safra robusta. A analista Judith Ganes prevê melhora do clima no cinturão cafeeiro brasileiro nos próximos dez dias, o que deve acelerar os trabalhos de campo.

Os participantes do mercado seguem monitorando as condições climáticas globais e a trajetória dos preços de energia, fatores que podem influenciar o destino da cana-de-açúcar e a oferta de commodities agrícolas nas próximas semanas.

Com informações de Money Times

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