O score de crédito, calculado por birôs como Serasa, SPC e Boa Vista, serve de referência para bancos, financeiras e varejistas avaliarem o risco de conceder empréstimos, cartões ou financiamentos. A pontuação varia conforme o histórico de pagamentos do consumidor, mesmo que ele nunca tenha solicitado crédito.
Por que o score é decisivo
Quanto mais alta a nota, maior a probabilidade de o cliente ser aprovado em operações e, em muitos casos, negociar taxas de juros menores ou limites mais altos. Já pontuações baixas indicam risco elevado e podem resultar em recusas ou custos financeiros maiores.
Faixas de avaliação no Serasa
• 0 a 300 – Baixo: risco alto e dificuldade extrema de obter crédito.
• 301 a 500 – Regular: risco alto e chances reduzidas de aprovação.
• 501 a 700 – Bom: risco moderado; crédito possível, porém com juros menos competitivos.
• 701 a 1.000 – Excelente: risco baixo, maior facilidade de aprovação e taxas mais baixas.
Fatores que impactam a pontuação
Pontualidade nos pagamentos: principal elemento para subir ou manter o score.
Tempo de relacionamento: histórico financeiro extenso fornece mais dados para análise.
Consultas frequentes ao CPF: muitos pedidos de crédito em curto prazo podem sugerir dificuldade financeira.
Dívidas negativadas: inadimplência registrada puxa a pontuação para baixo.
O que realmente ajuda a melhorar o score
• Renegociar e quitar débitos vencidos para retirar restrições do CPF.
• Manter contas e faturas em dia, evitando atrasos recorrentes.
• Controlar o número de solicitações de crédito em sequência.
• Autorizar o compartilhamento de dados pelo Open Finance, permitindo análise mais ampla da capacidade de pagamento.
Imagem: Mariana Pavão
Mitos comuns
Não existe serviço legítimo que aumente a pontuação mediante pagamento; promessas desse tipo costumam ser golpe. Renda elevada, por si só, não garante score alto, e a regularização de dívidas não provoca salto imediato na nota — a recuperação depende de comportamento consistente ao longo do tempo.
Em síntese, o score de crédito reflete a confiabilidade do consumidor no cumprimento de compromissos financeiros e pode ser determinante na obtenção de condições mais vantajosas em momentos de necessidade ou oportunidade.
Com informações de Money Times