BTG Pactual retoma cobertura de Vitru Educação, indica alta potencial de 51% e reforça tese de crescimento

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O BTG Pactual voltou a acompanhar as ações da Vitru Educação (VTRU3) nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, depois da oferta subsequente que levantou R$ 203,5 milhões. O banco reiterou recomendação de compra e fixou preço-alvo de R$ 21 para o fim de 2026, o que representa potencial valorização de 51% em relação ao fechamento anterior.

Liquidez e múltiplos chamam atenção

Segundo os analistas Samuel Alves, Maria Resende e Marcel Zambello, o papel segue “significativamente descontado”, negociando a 4,5 vezes o lucro estimado para 2026 e oferecendo yield de fluxo de caixa superior a 20%. O BTG classifica a companhia como sua small cap preferida no setor de educação.

O follow-on também ajudou a reduzir a preocupação histórica com liquidez: o volume médio diário subiu de US$ 1,5 milhão para US$ 2,5 milhões.

Impacto regulatório é limitado, diz banco

A equipe avalia que a Vitru está preparada para o novo marco do ensino a distância. Mesmo após as restrições do Ministério da Educação para cursos como enfermagem, a captação de novos alunos caiu apenas 3% na comparação anual; excluindo enfermagem, houve alta de 1%. Hoje, 44% da receita vêm de cursos híbridos, 27% de EAD puro e 14% de medicina.

A Portaria 921/2025, publicada em dezembro pelo MEC, permite credenciamento de polos presenciais para enfermagem durante um período de transição de dois anos. Até agora, 13 unidades da Vitru foram aprovadas e outras 22 aguardam resposta, fator que o BTG considera compensatório para os próximos ciclos de matrículas.

Reorganização societária fortalece caixa

A incorporação da Unicesumar reduziu a alíquota efetiva de imposto: o desembolso de aproximadamente R$ 70 milhões em 2025 deve cair para R$ 15 – 20 milhões anuais nos próximos anos. No primeiro trimestre de 2026, a geração de caixa ao acionista somou R$ 244 milhões; em 12 meses, o total anualizado é de R$ 410 milhões, implicando yield de 27%.

O relatório do BTG ressalta ainda que a oferta de ações não foi motivada por necessidade urgente de recursos, mas sim para ampliar flexibilidade financeira, acelerar a desalavancagem e investir R$ 40 milhões em “super hubs” de cursos on-line nos próximos dois anos.

Na sessão desta terça-feira, VTRU3 encerrou fora do Ibovespa com queda de 2,02%, a R$ 13,59. No ano, os papéis acumulam recuo de 4,2%.

Com informações de Money Times

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