Maioria dos investidores de alta renda nos EUA teme formação de bolha em inteligência artificial, aponta pesquisa

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Uma sondagem realizada pela Janus Henderson com 1.000 investidores norte-americanos de alta renda indica que 67% deles veem risco de uma bolha de inteligência artificial (IA) ou de uma correção de mercado ligada ao setor nos próximos 12 meses. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira, 19 de maio de 2026.

Apesar da preocupação imediata, 61% dos participantes acreditam que, em um horizonte de cinco anos, a IA tende a trazer retornos positivos para os mercados.

Principais receios

Entre os temores listados, o decepionante desempenho frente às expectativas lidera, citado por 28% dos entrevistados. Em seguida aparecem:

  • Vieses, uso inadequado ou falta de salvaguardas: 24%;
  • Superavaliação de ativos ligados à tecnologia: 19%.

Horizonte de longo prazo

Quase metade dos respondentes (48%) declara estar muito ou moderadamente confiante de que empresas fortemente expostas à IA entregarão retornos superiores no futuro. Entre millennials, esse índice chega a 76%, evidenciando diferença geracional em relação aos investidores mais velhos.

“Não haverá tema secular maior do que a IA em nossa geração”, comentou Denny Fish, gestor da equipe global de Tecnologia e Inovação da Janus Henderson, ao divulgar o estudo.

Uso da IA em serviços financeiros

Boa parte dos investidores mantém reservas quanto à adoção da tecnologia para decisões financeiras. As barreiras mais citadas foram:

  • Possíveis vieses ou conflitos de interesse: 75%;
  • Preocupações com privacidade e segurança de dados: 74%;
  • Preferência por métodos tradicionais: 73%;
  • Falta de confiança em recomendações geradas por IA: 72%.

A aceitação aumenta quando a IA é restrita a tarefas operacionais: 87% disseram sentir-se confortáveis ou indiferentes a seu uso por assessores para produzir materiais educativos ou executar rotinas administrativas.

Entretanto, 40% ficariam desconfortáveis se os profissionais utilizassem respostas automáticas geradas por IA em mensagens e e-mails, enquanto 33% rejeitariam recomendações de investimento elaboradas pela tecnologia.

Demanda por transparência

Transparência surge como ponto crucial: 79% dos entrevistados afirmam que se incomodariam caso descobrissem, sem aviso prévio, que seus assessores fazem uso de IA, e 85% consideram que o profissional humano continua responsável final por qualquer orientação ou material produzido com suporte tecnológico.

“A IA pode ser valiosa na prática de assessoria, mas precisa ser implementada de forma estratégica e cuidadosa”, ressaltou Matt Sommer, diretor do Grupo de Consultoria Especializada da Janus Henderson. “A decisão guiada por humanos e a conexão pessoal não serão substituídas.”

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Sou Moacir Alves, redator e criador de conteúdo digital. Desde 2021, atuo na produção de conteúdos voltados a renda online, negócios digitais e tecnologia, com foco em informação prática e acessível. Meu trabalho é transformar temas complexos em conteúdos claros, confiáveis e úteis, ajudando leitores a entender o universo digital e identificar oportunidades reais de crescimento financeiro e profissional.