Resultado do Nubank frustra consenso e ação cai, mas bancos veem potencial de até 83%

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O Nubank (NYSE: NU; BDR: ROXO34) divulgou, em 15 de maio, lucro de US$ 871 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas abaixo dos US$ 980 milhões esperados pelo mercado.

A inadimplência subiu de 4,1% para 5% na comparação trimestral, levando o banco digital a reforçar provisões para perdas em 38% sobre o trimestre anterior – cifra cerca de 30% acima das estimativas dos analistas.

No after-market em Nova York, os papéis chegaram a recuar 10%. No pregão seguinte, caíam 6,38%, cotados a US$ 12,10, menor patamar desde maio de 2025 e acumulando queda de 28% no ano.

Justificativa da gestão

Segundo o diretor financeiro Guilherme Lago, o resultado foi pressionado pelo crescimento mais acelerado da carteira de crédito, que avançou 40% em 12 meses, para US$ 37,2 bilhões. Ele atribuiu o aumento das provisões à sazonalidade típica do primeiro trimestre, e não a um agravamento estrutural da qualidade dos ativos.

Visão dos analistas

• Safra: considera que as perdas esperadas foram provisionadas em linha com o histórico, afirmando que olhar apenas os créditos inadimplentes pode distorcer a análise.

• XP: reconhece deterioração pontual na qualidade do crédito, mas mantém avaliação de estrutura “estruturalmente sólida”.

• Itaú BBA: destaca “excelente colchão de provisões” e calcula que o lucro ajustado superou em 10% o projetado, embora uma alíquota de IR maior tenha neutralizado parte do ganho.

• Bradesco BBI: vê trimestre consistente, com expansão da margem financeira, aumento de tarifas e despesas menores que o previsto.

• BTG Pactual: avalia que investidores podem estar vendendo no impulso; percebe Nubank bem posicionado para enfrentar um ciclo de crédito mais duro no Brasil.

Preços-alvo e potencial de valorização

As principais casas de análise reforçaram recomendação de compra, atribuindo os seguintes preços-alvo para 12 meses:

• XP: US$ 21 (potencial de +75%)

• BTG, Citi e Safra: US$ 22 (+83,3%)

• Itaú BBA: US$ 20 (+66,7%)

Embora ressaltem que o curto prazo deve seguir volátil, as instituições apontam crescimento robusto de receita, forte rentabilidade e múltiplos considerados atrativos — o BTG calcula o papel negociado a 12,2 vezes o lucro projetado para 2027.

A estratégia de expansão internacional, especialmente nos Estados Unidos, continua a ser vista como um dos pilares de longo prazo, mas o Nubank planeja limitar os investimentos a menos de 100 pontos-base de seu índice de eficiência consolidado em 2026 e 2027.

Com informações de Money Times

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