Ibovespa recua 0,61% com tensão política e fecha semana com perda de 3,71%; dólar avança a R$ 5,06

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O Ibovespa encerrou a sexta-feira, 15 de maio de 2026, em baixa de 0,61%, aos 177.283,83 pontos, em meio à combinação de vencimento de opções na B3, cautela externa e aumento do chamado “risco Flávio”, ligado à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No acumulado da semana, o principal índice da bolsa brasileira perdeu 3,71%.

No câmbio, o dólar à vista subiu 1,63% e fechou a R$ 5,0678, acumulando valorização de 3,55% frente ao real nos últimos cinco pregões.

Cenário político pesa

Investidores seguiram atentos às repercussões das conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal sob suspeita de fraude financeira. Reportagem do Intercept Brasil revelou troca de mensagens que indicaria promessa de aporte de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na época) para financiar um filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido por tentativa de golpe de Estado. Em entrevista à CNN Brasil, Flávio afirmou que o episódio não afetará sua pré-candidatura e disse que levará a disputa presidencial “até o fim”.

O noticiário também citou nova matéria apontando atuação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) como produtor-executivo do longa-metragem; a Polícia Federal investiga se recursos de Vorcaro teriam custeado despesas do parlamentar nos Estados Unidos.

Juros e ações

Com o aumento da incerteza doméstica, a curva de juros subiu e as taxas longas atingiram as máximas do ano. Entre as ações, Minerva (BEEF3) liderou ganhos, avançando 7,58% (R$ 4,40), embora ainda acumule queda de 22,7% em 2026. Na ponta oposta, Usiminas (USIM5) devolveu 7,79% (R$ 9,12) após forte alta na véspera, mas segue com valorização de 53,3% no ano.

Entre as blue chips, bancos caíram em bloco; o Índice Financeiro (IFNC) recuou 1,17%, com Itaú (ITUB4) cedendo 1,73% (R$ 39,70). Vale (VALE3) subiu 0,76% (R$ 83,50), enquanto o minério de ferro para setembro em Dalian caiu 0,67%, a 809,60 yuans. Impulsionada pelo petróleo acima de US$ 100 o barril, Petrobras teve alta de 2,17% nas ON (PETR3, R$ 50,45) e 1,04% nas PN (PETR4, R$ 45,47). O ETF CMDB11, exposto a commodities, avançou 0,17%.

Mercados internacionais

Em Nova York, a frustração com a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China e a falta de avanços nas negociações de paz no Oriente Médio provocaram queda generalizada: Dow Jones −1,07% (49.526,17 pontos), S&P 500 −1,24% (7.408,50 pontos) e Nasdaq −1,54% (26.225,145 pontos).

Na Europa, o Stoxx 600 recuou 1,48%, para 606,92 pontos, pressionado pela alta do petróleo e pela crise política no Reino Unido. Na Ásia, Nikkei caiu 1,99% (61.409,29 pontos) e Hang Seng perdeu 1,62% (25.962,73 pontos).

Com a maior percepção de risco, o Ibovespa acumulou queda próxima de 4% na semana, enquanto o dólar superou novamente o patamar de R$ 5,00.

Com informações de Money Times

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