São Paulo, 14 de maio de 2026 – O dólar à vista encerrou o pregão desta quinta-feira (14) cotado a R$ 4,9863, queda de 0,45% e retorno ao nível abaixo de R$ 5,00. O movimento devolve parte do avanço superior a 2% registrado na véspera, quando a moeda norte-americana terminou a R$ 5,0086, no maior ganho diário desde dezembro.
Por volta das 17h (horário de Brasília), o índice DXY – que compara o dólar a seis divisas principais – subia 0,21%, para 98.505 pontos, indicando direção oposta à do real no mercado interno.
Cenário eleitoral segue no centro das atenções
Investidores continuam monitorando o processo eleitoral, mas o prêmio de risco embutido no câmbio diminuiu depois da forte reação do dia anterior. “Após o estresse político doméstico de ontem, o mercado corrigiu parte do movimento acompanhando um ambiente externo mais favorável”, afirmou Bruno Shahini, especialista de investimentos da Nomad.
Na quarta-feira (13), a divulgação de um áudio do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviado ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, elevou a cautela dos agentes. O parlamentar, principal nome da direita para as eleições de outubro, reconheceu a relação com Vorcaro, iniciada em dezembro de 2024, e disse ter retomado contato para tratar de parcelas atrasadas do patrocínio do filme “Dark Horse”, sobre a vida de seu pai.
Commodities apoiam o real
A valorização do petróleo também contribuiu para a apreciação da moeda brasileira. O contrato mais negociado do Brent, referência internacional, para julho, avançou 0,09% e fechou a US$ 105,72 o barril na ICE, em Londres. Países exportadores, como o Brasil, tendem a se favorecer da alta nas cotações de matérias-primas.
Imagem: Liliane de Lima
Agenda externa
No front geopolítico, os mercados acompanharam a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China. Segundo o chefe da Casa Branca, o presidente Xi Jinping manifestou apoio às negociações entre Washington e Teerã e interesse em um acordo para reduzir tensões no Oriente Médio.
Com o ajuste no câmbio, investidores permanecem atentos a novos desdobramentos políticos e aos indicadores internacionais que possam influenciar o fluxo de capital para economias emergentes, como o Brasil.
Com informações de Money Times