NOVA YORK – A Moderna anunciou estar desenvolvendo vacinas experimentais contra o hantavírus, mesmo após especialistas avaliarem como baixo o risco de o patógeno se transformar em ameaça mais ampla, apesar do recente surto registrado a bordo de um cruzeiro.
Segundo comunicado da empresa, os estudos pré-clínicos são conduzidos em parceria com o Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército dos Estados Unidos (USAMRIID) e com o Vaccine Innovation Center da Faculdade de Medicina da Universidade da Coreia. O trabalho começou antes do episódio envolvendo o navio Hondius, de bandeira holandesa, que navegava em direção às Ilhas Canárias.
O surto a bordo resultou em três mortes e deixou outros cinco passageiros doentes. A enfermidade é rara e transmitida por roedores.
De acordo com a Moderna, os projetos ainda estão em fase inicial e fazem parte de um esforço mais amplo para criar contramedidas contra doenças infecciosas emergentes. Na sexta-feira (8), as ações da companhia subiram 11,97% na bolsa de Nova York.
Famosa pela vacina contra a Covid-19, a empresa também investe em outros imunizantes voltados a possíveis futuras pandemias. Atualmente, conduz um ensaio clínico avançado de vacina contra gripe aviária com apoio da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi). No ano passado, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos encerrou o financiamento a esses projetos voltados à gripe aviária e a outras doenças.
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A farmacêutica destaca que sua plataforma de RNA mensageiro pode acelerar respostas em cenários de pandemia, já que não requer os meses de cultivo viral exigidos por tecnologias tradicionais.
Com informações de InfoMoney
