São Paulo, 10 de julho de 2026 – O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1084, queda de 0,28% em relação ao fechamento anterior, acumulando o terceiro pregão consecutivo de desvalorização frente ao real.
Na mínima intradiária, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,0990 (recuo de 0,46%). No balanço semanal, a divisa cedeu 1,17%.
Inflação surpreende e mercado mira Selic
O movimento ganhou força após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,16% em junho, abaixo da projeção de 0,31% apurada pelo Broadcast. Em 12 meses, a inflação ficou em 4,64%, também inferior aos 4,79% esperados, mas ainda acima da meta de 3% do Banco Central, que admite intervalo de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Com o dado, participantes do mercado ampliaram as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá reduzir a taxa básica de juros na próxima reunião, marcada para 5 de agosto. O Bank of America revisou sua estimativa e agora prevê corte de 25 pontos-base, ante projeção anterior de manutenção, e não descarta ajuste adicional da Selic além de agosto. A instituição passou a estimar a taxa em 14% ao ano ao fim de 2026, ante 14,25% projetados antes do IPCA.
Cenário externo favorece real
No exterior, o índice DXY – que compara o dólar a seis moedas fortes – operava em leve alta de 0,07% por volta das 15h (horário de Brasília), a 100,973 pontos, mas não impediu a queda da divisa no Brasil. A trégua nos rendimentos dos Treasuries e a queda nos preços do petróleo também ajudaram a reduzir a procura por proteção em dólar.
O contrato mais líquido do Brent para setembro recuou 0,38%, para US$ 76,01 o barril na ICE, em Londres, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que aceitou um pedido do Irã para retomar negociações por um acordo de paz no Oriente Médio, ainda que tenha reiterado que “o cessar-fogo acabou”.
Com informações de Money Times