Clima mais ameno nos EUA derruba futuros de soja e milho em Chicago; trigo avança

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Os preços dos principais grãos negociados na bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sessão desta quinta-feira, 9 de julho, em direções opostas. Soja e milho recuaram diante da previsão de clima menos adverso no meio-oeste dos Estados Unidos, enquanto o trigo subiu amparado por expectativas de menor oferta interna.

Soja e milho em baixa

O contrato da soja para entrega em novembro perdeu 10,75 centavos, ou 0,9%, para US$ 11,815 por bushel. Já o milho para dezembro cedeu 4,25 centavos, fechando a US$ 4,52 por bushel.

Meteorologistas reduziram as estimativas de calor e seca para meados de julho, período crucial para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas. A perspectiva de clima mais ameno e úmido diminuiu o risco às safras e tirou fôlego das cotações, que haviam atingido máximas de um mês no início da semana.

A realização de lucros também pressionou a soja após novas confirmações de vendas externas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou negócios de 136 mil toneladas do grão para a China e outras 120 mil toneladas para destinos não revelados. Na véspera, o órgão já havia confirmado 472 mil toneladas para o mercado chinês.

No milho, o sentimento baixista foi reforçado por números fracos de exportação. O USDA registrou vendas líquidas semanais de 565.800 toneladas da safra 2025/26 e 401.700 toneladas da 2026/27, ambas abaixo das estimativas dos analistas.

Trigo em alta

Diferente da soja e do milho, o trigo para setembro avançou 12 centavos, para US$ 6,1975 por bushel. Operadores ajustaram posições antes do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, previsto para sexta-feira. Analistas consultados pela Reuters projetam corte nos estoques finais norte-americanos do cereal em 2026/27, refletindo área plantada menor do que a estimada anteriormente.

Investidores seguem atentos às próximas atualizações climáticas e aos novos dados oficiais para definir a trajetória dos preços nos próximos dias.

Com informações de Money Times