Juros futuros caem em toda a curva com recuo dos Treasuries e menor tensão geopolítica

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A curva de juros futuros encerrou o pregão desta quinta-feira (9) com queda generalizada, influenciada pela baixa nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pela percepção de menor risco geopolítico no Oriente Médio.

Nos contratos de curtíssimo prazo, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou 6 pontos-base, para 13,990%, ante 14,055% no fechamento anterior. No vértice de médio prazo, o DI para janeiro de 2029 cedeu 17 pontos-base, fechando na mínima intradia de 14,205% contra 14,380% na véspera. Já o DI para janeiro de 2036, referência de longo prazo, caiu 8 pontos-base, para 14,355%, frente aos 14,440% registrados na última quarta-feira (8).

No exterior, os yields dos Treasuries também recuaram. Por volta das 18h (horário de Brasília), o retorno do título de dois anos – mais sensível à política monetária – era de 4,181%, abaixo dos 4,201% do ajuste anterior. O rendimento do papel de dez anos, parâmetro para financiamentos imobiliários e crédito ao consumidor nos EUA, marcava 4,555%, ante 4,567% no dia anterior.

O movimento foi reforçado pela ata divulgada ontem (8) da última reunião do Federal Reserve, que mostrou tom menos rígido do que o indicado em junho. Além disso, sinais de reabertura de diálogo entre Estados Unidos e Irã, mediado por Paquistão e Catar, reduziram o prêmio de risco, apesar de novos episódios de ofensiva entre as partes.

Com o alívio nos prêmios, investidores seguem precificando corte de 25 pontos-base na taxa Selic na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). Hoje a Selic está em 14,25% ao ano. De acordo com a plataforma Opções do Copom, as chances de redução para 14,00% eram de 72% na última quarta-feira, enquanto a probabilidade de manutenção somava 26,9%. Em 22 de junho, as apostas eram de 29% para corte e 67% para estabilidade.

O mercado também aguarda o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que será divulgado nesta sexta-feira (10) às 9h pelo IBGE. Projeções do Broadcast apontam desaceleração da inflação mensal para 0,31%, após avanço de 0,58% em maio. Para o acumulado em 12 meses, a mediana das estimativas é de alta de 4,79%, acima do teto da meta oficial, contra 4,72% no mês anterior.

Com informações de Money Times